MPPA promove diálogo e busca soluções para demandas do Movimento das Quebradeiras de Coco de Babaçu no sudeste paraense

Nesta segunda-feira, 18 de março, a titular da 12ª Promotoria de Justiça Agrária de Marabá, Alexssandra Muniz Mardegan, conduziu reunião integrante do Projeto “Vamos Conversar?!”, na sede do Ministério Público do município, com o objetivo central de escuta atenta e humanizada das demandas das comunidades do campo, especificamente, do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).
Representantes do MIQCB dos municípios de São Domingos do Araguaia, São João do Araguaia, Itupiranga, Palestina e Brejo Grande do Araguaia estiveram presentes, junto com diversos atores públicos e privados. Participaram também do encontro Márcio Holanda e Emmanuell Sobrinho do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio); Alrilene Silva, Maria Luzineuza e Júlio Ramos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Bianca Cabral da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e Ronaldo Barros da Associação da Comunidade Ribeirinha Extrativista da Vila Tauiry (Acrevita).
O MIQCB, fruto de uma rede de organizações voluntárias, como grupos de mulheres e cooperativas, tem como missão primordial a preservação dos babaçuais, a garantia das quebradeiras de coco à terra, a promoção de políticas governamentais voltadas para o extrativismo, o livre acesso aos babaçuais e a promoção da equidade de gênero. Desde seu primeiro encontro em setembro de 1991, tem sido uma voz forte e unida em defesa dessas causas nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.
Durante a reunião, as quebradeiras de coco tiveram sua voz respeitada e puderam expressar suas demandas e aspirações perante as autoridades presentes. Márcio Holanda, do Ideflor-bio, sugeriu a realização de uma reunião com comerciantes locais para facilitar a comercialização dos produtos elaborados pelas quebradeiras de coco, seja através da aquisição direta para revenda ou disponibilização de espaços para venda direta pelas quebradeiras de coco.
Maria Luzineuza, do Sebrae, informou que alguns supermercados já formalizaram parcerias para adquirir e revender produtos das quebradeiras, desde que devidamente regularizados e em conformidade com a legislação vigente.
“Posteriormente, iremos reunir com diversas Associações Comerciais dos municípios de atuação das quebradeiras de coco, a fim de sensibilizar o empresariado sobre a importância de se tornarem parceiros nessa causa.”, concluiu a Promotora de Justiça Alexssandra Mardegan.
A reunião faz parte das ações resolutivas do Projeto “Vamos Conversar?!”, que visa atender da melhor maneira as demandas das diversas comunidades do campo, particularmanete aquelas mais distantes dos centros urbanos e com dificuldades de acesso aos serviços públicos.
Texto e fotos: 12ª PJ Agrária de Marabá