MPPA e IMAZON discutem sobre Inteligência Artificial para prevenção de desmatamentos e queimadas

Descrição da imagem: Captura de tela colorida. Há nove áreas retangulares em grade que ocupam toda a tela. Seis pessoas aparecem com suas câmeras ligadas, cada uma em um retângulo, as outras três câmeras estão desativadas.
Em reunião realizada nesta quinta-feira, 8, o promotor de justiça Dirk Costa de Mattos Júnior, integrante do Grupo de Trabalho Desmatamento, coordenado pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) Ambiental, debateu com membros do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON) sobre as estratégias e ferramentas para prevenir desmatamentos e queimadas no estado do Pará.
Os objetos da reunião foram a Plataforma PrevisIA (https://previsia.org/) e os laudos de alerta de desmatamentos produzidos pelo MapBiomas (alerta.mapbiomas.org/), ferramentas que utilizam inteligência artificial, coordenadas pelos pesquisadores Sêniores do IMAZON, Carlos Souza e Paulo Amaral, presentes na reunião.
O MPPA e o IMAZON, baseados no Termo de Cooperação Técnica firmado este ano, discutiram as estratégias inovadoras de prevenir novos desmatamento, uma vez que até então as ações existentem se restringem a buscar responsabilizar os criminosos ambientais após o desatre já ter ocorrido.
Para isso, estão sendo iniciadas as aplicações das informações de desmatamentos ocorridos e previsão de risco de novos desmatamentos em dois municípios pilotos, Altamira e Uruará, por representarem áreas com grande pressão de desmatamento e queimadas no estado. Somente em ter janeiro e julho deste ano, foram registrados alertas de dematamentos em floresta primária em 159.076 hectares no município de Altamira, lembrando que cada hectare corresponde a um campo de futebol.

E a previsão de riscos de desmatamentos para 2022 é ainda pior, como mostra o exemplo de Altamira, cuja previsão é um aumento de 22% nos desmatamentos.

2021 = 372,5
2022 = 452,2
2ª Posição no Ranking Geral de Risco do Pará e Amazônia Legal”. Na lateral direita da captura, há duas colunas com quatro participantes em cada uma.
Os próximos passos correspondem à realização de refinamento dos dados dos laudos de desmatamentos para os municípios-piloto, diagnósticos sobre a gestão ambiental municipal e elaboração de roteiro para atuação ministerial com base nas ferramentas de diagnósticos e prevenção dos desmatamentos.
Participaram também da reunião Katia Carvalheiro, engenheira florestal e assessora do CAO Ambiental, Larissa Pinheiro, engenheira ambiental do GATI/MPPA e os pesquisadores do IMAZON, Márcio Sales, Alexandra Alves, Bruno Ferreira e Stefany Cristina Pinheiro.
Texto: CAO Ambiental, com edição da ASCOM